quinta-feira, 17 de maio de 2012

Pequenas conversa com Nina (demissão)

Sabe aqueles dias em que a coisa mais produtiva que você quer fazer é tomar algumas doses de vodka sem gelo? Então, esse era o dia.

- E ai Nina, quais as novidades? (o garçom)
- Fui demitida.
- Nossa, que chato!

- Chato era o meu emprego, amigo.
- E tava trabalhando com o que?
- Com o tédio.
- To falando sério!
- E eu também! Nunca falei tão sério na minha vida.

Ele riu e em seguida perguntou:

- Mas por que te demitiram?
- Sei lá ( Dei uma pausa, ascendi o cigarro e continuei) - Cara, a verdade é que eu não me enquadro em empregos quadrados nem quando eu quero.( Mais uma pausa, viro uma dose) - Sei lá, uma vez ouvi que ser demitido é uma forma da natureza dizer que você não estava no emprego certo. Mas acho que quem disse isso foi o Seu Madruga ou algum encosto.
- Nada, é assim mesmo ( rindo ) - Logo você se acerta e arruma outro!
- Me diz, pra que trabalhar?
- Porque o trabalho dignifica o homem.
- Besteira Raul! O que dignifica o homem é o dinheiro, porque se fosse o trabalho, meu amigo... Eu, você e toda a classe C e D é que seriamos, por justiça, os grades milionários desse país.


quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Bar com a família

Bar e família definitivamente não combinam, mas como na vida sempre acontece algumas coisas que não podemos evitar, lá estava eu no bar com familiares. Era aniversário do meu Tio e minha tia depois de beber umas doses de gim tônica começou o show que não pode faltar em ocasiões como essa.

- Vocês viram o que deu na tv hoje?
- O que? ( meu tio).
- Umas “sapatonas” que foram expulsas de um restaurante porque estavam “ atracadas”. Agora querem na justiça uma indenização do dono do restaurante. Agora você vê... Onde é que vamos parar?
- Mas ele não pode fazer isso, danos morais, é um constrangimento pra elas. ( meu tio).

Eu ria enquanto acompanhava a discussão, bebendo minha vodka de sempre, ascendi um cigarro enquanto pensava sobre o assunto. Sempre fui contra casais de qualquer orientação sexual agirem como se estivessem no motel, quando estão em restaurantes, bares e outros lugares, mas eu sabia que a discussão ia muito além disso, era pessoal. Ela continuou:

- Constrangimento pra mim que não quero ver esse tipo de coisa!

Virei o copo de vodka e disse:

- Então bate na porta antes de entrar no quarto!





quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Pequenas conversas com Nina ( mulher casada)

Suzana me ligou mais cedo, pedindo que eu fosse encontra-la na Voluntários. Chegando lá, notei que ela estava aflita. Enquanto ela acabava o cigarro, tentava me explicar o que estava acontecendo.

- Eu tô louca pela mulher do meu tio e tá rolando uma tensão sexual entre a gente faz tempo. Não sei o que fazer.
- Ah Suzana, como assim não sabe o que fazer?
- É mulher do me tio, cara.
- E desde quando você tem valores? Ah por favor ...
- Sei lá.
- Bom, vamos nos organizar. Ela é gostosa?
- Demais.
- Você ama seu tio o suficiente pra deixar passar uma noite de sexo subversivo?
- Definitivamente, não!
- Então acabaram-se as dúvidas, vá lá e coma a sua tia! ( risos)
- Faz piada mesmo! Ele vai viajar esse final de semana e pediu a mim que não a deixasse sozinha.
- Jura? Que trouxa! E você não disse que vai cuidar dela como se fosse sua? Que não vai fazer nada que ele não faria? Não?
- Engraçadinha você! Ela já falou que quer jantar comigo.
- Tradução: Ela quer te dá. Mas tem uma coisa, mulher casada dá um problema quando resolve bater o remorso. Não entendo isso, porque depois que deu minha filha, já era. Mas enfim Cuidado com o famoso problema da culpa.
- Qual?
- Depois que elas traem, acham que isso se iguala quase a uma ação humanitária de Madre Tereza e se tornam verdadeiras psicóticas, se tratando de uma lésbica em inicio de carreira pode triplicar isso ai. Falo por experiencia própria.
- E o que você fez?
- Menti, óbvio. Conta uma história triste que você saiba que a comoverá a ponto de entender suas limitações. No meu caso ela era religiosa, então eu disse que aquele pecado estava me consumindo, eu precisava de um tempo e chorei, claro.
- Você não se sente culpada mesmo, né?!
- Sazaninha, existe um dom chamado: Não sentir culpa. Pratique-o e você chega lá.

domingo, 25 de setembro de 2011

Pequenas conversas com Nina ( Futuro )

Fui beber com uma amiga da faculdade e entramos em uma complexa discussão sobre futuro.

- Te acho tão porra louca Nina ...
- Ah, cuidado com as palavras Tati.
- Você não segue uma rotina, uma organização de vida. Você é inconstante demais.
- Eu não sou é senso comum, meu bem.  Tenho verdadeiro horror ao cotidiano.
- O que vê pro seu futuro?
- Não gosto de pensar nele...
- Digo em relação a uma rotina, não tem vontade de ter uma casa com uma mulher te esperando, um lugar pra onde voltar?
- Meu Deus! Você é um patriarca americano. Ah! Eu gostava tanto de você ...

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Pequenas conversas com Nina ( Amigo )

Em mais um dia de bebedeiras na Lapa, sentada no bar eu vi que ia passando um “amigo”, aquele que se sumisse não faria a menor diferença, o problema é que esses nunca somem.

- Lá vem ele Bia. ( Nina).
- Acho que ele não te viu.
- É?
- Ah! Não... Ele tá acenando e vindo pra cá!
- Ótimo! Meu dia de sorte.

Virei meu copo de vodka. Ascendi meu cigarro e ele chegou.

- Nina! Que saudade!
- Você jura?
- Claro.

Ele nunca acompanha minhas ironias, deve ser por isso que gosta de mim. Ele continuou:

- Tá fumando ainda?
- Quando foi que eu disse que ia parar?
- Isso faz mal ... Ainda vai te matar.
- Meu bem, cada um morre como quer. Você por exemplo provavelmente vá morrer de tédio né?!
- Não entendi.
- Deixa pra lá.
- Sabe o que eu acho às vezes? Que Você não gosta mais de mim.
- Ah Você acha? O que tá faltando pra ter certeza?
- Por que isso Nina?
- Olha, Marcos eu poderia ficar aqui te dando "N" motivos, mas sejamos objetivos e práticos: Você é chato!

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Pequenas conversas com Nina ( DR )

Em plena quarta-feira uma menina com quem estava saindo me chamou pra beber, por ser quarta ela até ganhou o meu respeito, mas perdeu totalmente ele quando chegou e começou a falar.

- Tava com saudade Nina.
- Legal.
- Você não tava? Por que você nunca fala? Só eu falo as coisas ...
- Pois é e tanto que não me sobra tempo e espaço.
- Você tem que parar com isso, esse seu trauma, os medos ...Vai perder todas as pessoas legais, as chances de ser feliz.
- Mas que mania de acharem que eu não sou feliz! Olha só agora... Tenho uma bela mulher comigo, é verdade. Eu pareço feliz? Não! Porque você não para de falar e eu estou em uma pseudo “DR” com alguém que nem minha namorada é, imagina se fosse...
- Grossa!
- Eu te avisei, sempre fui honesta.
- Tem que ter paciência com você, eu esqueço disso. Mas eu acredito em você, que você um dia vá esquecer tudo isso, com o tempo...

Eu já revirando os olhos respondi.

- Mas que chatice! Eu só queria beber uma cerveja... Cara, qual o problema das mulheres? Elas às vezes são tão dementes. Você explica por horas que você não quer nada além de sexo e parece que tem um tradutor bêbado na cabeça dela dizendo: “Nossa, tadinha! Ela tem um trauma... Ela é tão linda! Você pode compreender isso, talvez você até mude a vida dela.” Não! Quando eu digo que só quero transar é porque eu só quero transar. Simples assim!

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Pequenas conversas com Nina ( Apaixonados)

Quando todos os seus amigos e amigas estão tomados pelo amor você pensa: é hora de tomar providências! Sentamos no bar, nesse dia na Voluntários e comecei a reparar numa espécie de histeria coletiva a minha volta.

- Mas por que tanta irritação Nina? Você tá intragável hoje! ( Heitor).
- Por que? Você ainda pergunta? Porque vocês estão todos retardados!
- Apaixonados Nina, apaixonados.
- Dá no mesmo.
- Você tá precisando de uma mulher...
- Eu tenho algumas e que até me são de fato úteis. Minha mãe, minha vó, a Nice empregada lá de casa... Faz um feijão que você não tem ideia!
- Quer parar de deboche?! Tô falando sério... Não pode ficar sozinha pra sempre. Tá precisando de uma namorada.
- E por que eu precisaria de uma? Minha mãe me entende, minha vó me dá carinho, a Nice tem aquele feijão maravilhoso e tenho amigas lindas que me proporcionam maravilhosos momentos de sexo casual. ( Ele me olhava como quem não acreditava no que estava ouvindo, ascendi um cigarro e continuei...) - Vou te dizer...Tem três coisas básicas que uma namorada geralmente faz com você: Deixa os teus bolsos vazios, a carteira mais leve e por fim sua conta bancária zerada, tudo com muito amor, é claro. Amor esse que dura o tempo suficiente para que ela consiga realizar suas tarefas. Por fim, tem algumas que te tiram também a dignidade... Mas isso se você for otário master. O que quero dizer é: Me deseje sexo casual, mas uma namorada é amaldiçoar a vida de alguém que ainda te quer bem. Francamente, poxa!