quarta-feira, 27 de julho de 2011

Pequenas conversas com Nina (Segunda - feira)

Naquela segunda-feira eu esperava por Suzana na Casa da Cachaça, que como de costume estava atrasada. Aproveitei e já fui adiantando logo o pedido:

- Aquela vodka de sempre, por favor! Sem gelo hoje!

Suzana chegou junto com Vodka.

- Já vi que algo aconteceu, pediu sem gelo. Cadê a Bia? Não vinha também?

( virei a primeira dose)

- Ela não vem!


- Por que?


- Ah, você sabe! Aquela babaquice de “ mas hoje é segunda-feira, gente.” E dai? Não entendo essa gente que só bebe final de semana. O que há de errado com os outros dias? Coisa mais careta isso... Eu não deixou pra depois o que posso fazer hoje, nunca se sabe se chegaremos até sexta, por isso bebo até ela chegar.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Pequenas conversas com Nina ( Cigana )

Estávamos bebendo na Voluntários da Pátria quando uma “cigana” pegou uma de minhas mãos e perguntou:

- Posso ler sua mão?

- Olha, eu te indico leituras mais interessantes.

- Eu trago o amor de volta em três dias.

- É? Eu tô querendo mais é que me levem ele em três dias, a senhora faz também? Se fizer, me diz uma coisa: Aceita cartão?

sábado, 2 de julho de 2011

Pequenas conversas com Nina (Relacionamento)

Bia, pela primeira vez depois que terminou com Clarissa resolveu me ligar pra beber. Ela dizia que precisava falar e fui preparada para aquele habitual drama lésbico de costume, mas era muito pior que isso.

- Conheci alguém.

- Eu deveria ficar feliz?

- Você é minha melhor amiga.

- Exato! Uma melhor amiga realista e sincera, coisa difícil hoje em dia.

- Nem todo mundo é igual, sabia Nina?

- Oh Deus... ( suspirando).

- O que?

- É muito pior do que eu imaginava! Não bastava a cara patética de felicidade, agora o discurso também. Coisa insuportável essa esperança sem sentido de que tudo vai ser diferente, isso me da náuseas!

- Ela é especial, quando conhecê-la ....

- Ah por favor! Não subestime minha inteligência. Especial? Três meses e posso te ouvir dizer que ela é tão insuportável quanto aquela ex que você não suporta, mas ainda sim mesmo infeliz você vai insistir nisso tudo com a ideia psicótica de que ela é o amor da sua vida até que ela se canse e te de o pé mais escroto que você já tomou porque sim, o ultimo é sempre o pior. Então você vai achar que não a conhece já que nada do que ela está fazendo e falando faz sentido pra você, além de ser super escroto, claro. Você vai dizer então que ela nunca foi assim e por motivos óbvios ela realmente não era já que ela não passava de uma projeção que você fez depois dela ter dito no primeiro encontro que também gosta de Puccini. Ela e mais algumas milhões de pessoas com bom gosto, ou seja... você dizia que ela era o que mesmo? Ah especial, claro.


- Você é cruel!

- Não! Eu sou realista!