segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Pequenas conversas com Nina ( Apaixonados)

Quando todos os seus amigos e amigas estão tomados pelo amor você pensa: é hora de tomar providências! Sentamos no bar, nesse dia na Voluntários e comecei a reparar numa espécie de histeria coletiva a minha volta.

- Mas por que tanta irritação Nina? Você tá intragável hoje! ( Heitor).
- Por que? Você ainda pergunta? Porque vocês estão todos retardados!
- Apaixonados Nina, apaixonados.
- Dá no mesmo.
- Você tá precisando de uma mulher...
- Eu tenho algumas e que até me são de fato úteis. Minha mãe, minha vó, a Nice empregada lá de casa... Faz um feijão que você não tem ideia!
- Quer parar de deboche?! Tô falando sério... Não pode ficar sozinha pra sempre. Tá precisando de uma namorada.
- E por que eu precisaria de uma? Minha mãe me entende, minha vó me dá carinho, a Nice tem aquele feijão maravilhoso e tenho amigas lindas que me proporcionam maravilhosos momentos de sexo casual. ( Ele me olhava como quem não acreditava no que estava ouvindo, ascendi um cigarro e continuei...) - Vou te dizer...Tem três coisas básicas que uma namorada geralmente faz com você: Deixa os teus bolsos vazios, a carteira mais leve e por fim sua conta bancária zerada, tudo com muito amor, é claro. Amor esse que dura o tempo suficiente para que ela consiga realizar suas tarefas. Por fim, tem algumas que te tiram também a dignidade... Mas isso se você for otário master. O que quero dizer é: Me deseje sexo casual, mas uma namorada é amaldiçoar a vida de alguém que ainda te quer bem. Francamente, poxa!

domingo, 28 de agosto de 2011

Pequenas conversas com Nina ( Dia dos pais)

Era dia dos pais, pra mim um dia como outro qualquer e sendo assim fui beber, claro. Liguei para a Bia, a única que me faria companhia já que o pai dela já havia falecido a algum tempo.

- Não vai mesmo ver o seu pai? (Bia)
- Não!
- Acha certo? Você tá fazendo o mesmo que ele fez todos esses anos, não vale a pena Nina. Além disso quando o meu pai morreu...
- Ah! Olha só...Não me vem com conselho auto-ajuda que não estou pra isso! Me poupe Bia, até parece que não me conhece.
- Tudo bem. Mas ele não ligou?
- Sim. Perguntando se eu ia vê-lo no dia dos pais.
- E você?
- Achei graça e perguntei por que eu faria isso.